sábado, 31 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Final do ano.... Que venha o próximo!
Final do ano.... E que ano! Apesar de tudo, de um inicio atribulado considero que vou fechar 2011 com saldo positivo. Muita coisa aconteceu durante este ano, novas pessoas entraram na minha vida, outras saíram apenas porque tinham realmente que sair, pendentes do passado que passaram a resolvidos ....Sem dúvida saldo mais que positivo . Depois de muitas lágrimas em momentos que deixei de acreditar, a vida mostrou-me que depois da tempestade vem a bonança! E eu saio de 2011 mais feliz e com força para enfrentar um 2012 que ameaça muita dificuldade e muitos acontecimentos. Aqui estarei para ver e viver o que vem por aí!
sábado, 19 de novembro de 2011
Chá de maçã e canela e a pensar na vida.....Ou a pensar que a minha nova vida acabou de começar! Depois de quase dois anos mergulhada em preocupações e apertos, hoje consigo respirar de alívio e saborear o meu chá preferido que tem um sabor especial...Acho que a minha tranquilidade e paz de espírito torna tudo diferente...outra vez! Tudo mais bonito, mais saboroso, mais especial.
Hoje li algures que um pontapé no..... nos empurra para a frente. Gostei. Mas neste momento não quero pensar no "à frente" mas sim no agora porque é esse que me interessa. E o meu agora proporciona-me beber um chá e saboreá-lo.....E é fantástico.....
Hoje li algures que um pontapé no..... nos empurra para a frente. Gostei. Mas neste momento não quero pensar no "à frente" mas sim no agora porque é esse que me interessa. E o meu agora proporciona-me beber um chá e saboreá-lo.....E é fantástico.....
sábado, 12 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Deixa-me Falar-te de Amor
Nesta era em que tudo é fabricado, em que nada é natural, em que nada é puro; em que os primeiros beijos se trocam por telemóvel, se fala por sms e os ditos «encontros românticos» acontecem no cinema, entre um balde de pipocas e um copo de coca-cola, nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa; deixa-me falar-te de amor. Não quero falar deste «amor» novo, feito de «roda-bota-fora», que nasce podre e é vazio. Não te quero falar do amor para passar tempo, que se joga na Internet; nem daquele que se conhece num bar ou numa discoteca.
Não: deixa-me falar-te de amor como o conheço, da mesma forma lamechas e (hoje) tão fora de moda; a mesma que te ensinaram os teus pais ou os teus avós; como era antigamente, quando passeavam junto ao rio, por vezes de mãos dadas, e coravam ainda, se encontravam alguma cara conhecida. Deixa-me falar-te do amor que me ensinaste. O amor que me ensinaste começou por um acaso, porque, por acaso, eu estava sozinha e tu também. O amor que me ensinaste não foi cozinhado nem confeccionado a propósito.
No nosso amor, tu dás-me a mão e eu coro; convidas-me para sair e eu hesito; brincas com os meus caracóis e eu gosto; bebemos chá e ficamos ébrios; passeamos à beira-rio e pode ser que nos beijemos. No nosso amor, não somos só amantes, mas somos cúmplices. E companheiros. Olhas para mim e lês-me nas entrelinhas. Olho para ti e sei-te de cor. Sorrio e mergulhas nesse sorriso. Abraças-me e absorves-me inteira. Dizes-me «amo-te» e eu acredito.
O amor que me ensinaste é puro, é natural, é biológico, sem corantes nem conservantes. Mas deixa-me contar-te um segredo: nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa; o nosso amor, ainda encanta!
Ana Rita da Silva Freitas Rocha, in 'Textos de Amor – Museu Nacional da Imprensa'
Não: deixa-me falar-te de amor como o conheço, da mesma forma lamechas e (hoje) tão fora de moda; a mesma que te ensinaram os teus pais ou os teus avós; como era antigamente, quando passeavam junto ao rio, por vezes de mãos dadas, e coravam ainda, se encontravam alguma cara conhecida. Deixa-me falar-te do amor que me ensinaste. O amor que me ensinaste começou por um acaso, porque, por acaso, eu estava sozinha e tu também. O amor que me ensinaste não foi cozinhado nem confeccionado a propósito.
No nosso amor, tu dás-me a mão e eu coro; convidas-me para sair e eu hesito; brincas com os meus caracóis e eu gosto; bebemos chá e ficamos ébrios; passeamos à beira-rio e pode ser que nos beijemos. No nosso amor, não somos só amantes, mas somos cúmplices. E companheiros. Olhas para mim e lês-me nas entrelinhas. Olho para ti e sei-te de cor. Sorrio e mergulhas nesse sorriso. Abraças-me e absorves-me inteira. Dizes-me «amo-te» e eu acredito.
O amor que me ensinaste é puro, é natural, é biológico, sem corantes nem conservantes. Mas deixa-me contar-te um segredo: nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa; o nosso amor, ainda encanta!
Ana Rita da Silva Freitas Rocha, in 'Textos de Amor – Museu Nacional da Imprensa'
domingo, 23 de outubro de 2011
"Amor que morre"
O nosso amor morreu... Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!
Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...
Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.
E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir!
Florbela Espanca
Subscrever:
Mensagens (Atom)


