sábado, 19 de novembro de 2011

Chá de maçã e canela e a pensar na vida.....Ou a pensar que a minha nova vida acabou de começar! Depois de quase dois anos mergulhada em preocupações e apertos, hoje consigo respirar de alívio e saborear o meu chá preferido que tem um sabor especial...Acho que a minha tranquilidade e paz de espírito torna tudo diferente...outra vez! Tudo mais bonito, mais saboroso, mais especial.
Hoje li algures que um pontapé no..... nos empurra para a frente. Gostei. Mas neste momento não quero pensar no "à frente" mas sim no agora porque é esse que me interessa. E o meu agora proporciona-me beber um chá e saboreá-lo.....E é fantástico.....

sábado, 12 de novembro de 2011



Nada acontece por acaso...
E se o errado se manifesta para nos mostrar o que está certo?
E se o caminho certo é consequência de uma escolha errada?
Parece contradição , mas....
A vida vai-me provando que assim é!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Deixa-me Falar-te de Amor

Nesta era em que tudo é fabricado, em que nada é natural, em que nada é puro; em que os primeiros beijos se trocam por telemóvel, se fala por sms e os ditos «encontros românticos» acontecem no cinema, entre um balde de pipocas e um copo de coca-cola, nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa; deixa-me falar-te de amor. Não quero falar deste «amor» novo, feito de «roda-bota-fora», que nasce podre e é vazio. Não te quero falar do amor para passar tempo, que se joga na Internet; nem daquele que se conhece num bar ou numa discoteca. 

Não: deixa-me falar-te de amor como o conheço, da mesma forma lamechas e (hoje) tão fora de moda; a mesma que te ensinaram os teus pais ou os teus avós; como era antigamente, quando passeavam junto ao rio, por vezes de mãos dadas, e coravam ainda, se encontravam alguma cara conhecida. Deixa-me falar-te do amor que me ensinaste. O amor que me ensinaste começou por um acaso, porque, por acaso, eu estava sozinha e tu também. O amor que me ensinaste não foi cozinhado nem confeccionado a propósito. 

No nosso amor, tu dás-me a mão e eu coro; convidas-me para sair e eu hesito; brincas com os meus caracóis e eu gosto; bebemos chá e ficamos ébrios; passeamos à beira-rio e pode ser que nos beijemos. No nosso amor, não somos só amantes, mas somos cúmplices. E companheiros. Olhas para mim e lês-me nas entrelinhas. Olho para ti e sei-te de cor. Sorrio e mergulhas nesse sorriso. Abraças-me e absorves-me inteira. Dizes-me «amo-te» e eu acredito. 
O amor que me ensinaste é puro, é natural, é biológico, sem corantes nem conservantes. Mas deixa-me contar-te um segredo: nesta era, que já não é minha, já não é tua, já nem é nossa; o nosso amor, ainda encanta! 

Ana Rita da Silva Freitas Rocha, in 'Textos de Amor – Museu Nacional da Imprensa' 


Fui invadida por uma energia fantástica ...E sinto me bem!